sábado, 24 de setembro de 2011
Câncer de mama é mais letal em pessoas negras.
Ainda é um mistério por que as mulheres negras são mais propensas a morrer de câncer de mama do que as mulheres brancas.
Um novo estudo mostra que essa diferença não pode ser atribuída a diferenças de obesidade. Como um todo, as mulheres negras nos EUA tendem a ser mais obesas do que as brancas e os pesquisadores acharam que isso poderia explicar por que apenas 78% delas sobrevivem cinco anos após o diagnóstico de câncer, em comparação com 90% das mulheres brancas.
Vários estudos têm ligado a obesidade a uma pior sobrevida após o câncer de mama, mas apenas alguns têm testado se essa relação varia de acordo com a raça.
O novo estudo é o mais detalhado até agora. Os pesquisadores usaram dados coletados em um estudo anterior de câncer de mama, feito com mais de 4.500 mulheres que vivem em grandes cidades americanas. Cerca de um terço eram negras e o restante brancas.
Depois de mais de oito anos, 14% das mulheres brancas e um quarto das mulheres negras tinham morrido de câncer de mama. As mulheres foram entrevistadas sobre seu peso cinco anos antes do diagnóstico de câncer e mais do dobro de mulheres negras eram obesas em comparação com as brancas.
Mulheres obesas brancas tinham uma chance 46% maior de morrer de câncer de mama do que as que tinham um peso normal, e o risco aumentado permaneceu depois de tomar outras doenças em conta. Mas essa relação não ocorreu também com as mulheres negras.
Para os cientistas, foi uma surpresa o estudo ter mostrado uma relação entre obesidade e câncer de mama nas mulheres brancas, mas não nas negras. Isso levanta questões importantes sobre outras possíveis razões.
Alternativamente, os pesquisadores acreditam que pode haver diferenças na biologia do tumor, bem como de acesso a cuidados de saúde.
No ano passado, por exemplo, um estudo revelou que as mulheres negras e hispânicas demoram mais tempo para receber tratamento após a cirurgia de câncer de mama do que as brancas.
Pesquisas anteriores também descobriram que as mulheres negras normalmente são diagnosticadas com câncer em estágios mais avançados da doença.
Quantas bactérias nós temos no nosso corpo?
O suficiente para encher um prato grande de sopa. “Isso é 1,36 a 2,27 quilos de bactérias”, diz Lita Proctor, que estuda as comunidades de bactérias que vivem sobre e em nós.
As células de bactérias em nosso corpo superam as células humanas em 10 para 1, diz Lita. Porém, como elas são muito menores do que as células humanas, representam apenas cerca de 1 a 2% da massa do nosso corpo, embora componham cerca de metade dos nossos resíduos corporais.
A quantidade de bactérias que carregamos com a gente não era bem catalogada até recentemente. Em julho, a Universidade Estadual da Carolina do Norte, EUA, estudou quantos micróbios tínhamos em nosso umbigo, e os cientistas encontraram cerca de 1.400 diferentes cepas de bactérias em 95 participantes. Destas, 662 amostras eram previamente desconhecidas.
Agora, uma nova instituição sem fins lucrativos, chamada MyMicrobes, quer conectar as pessoas através de uma rede social exclusivamente para falar e comparar experiências com bactérias (especificamente as gastrointestinais)
São cerca de 100 trilhões delas habitando o nosso corpo – dez vezes mais do que o de células humanas. Essa população invisível de bactérias – a maioria ainda desconhecida para a ciência – vive em guerra dentro do nosso organismo. Quem fez o mapeamento pioneiro dos micro-organismos que vivem no corpo humano foram os pesquisadores da Universidade do Colorado e foi publicado na revista “Science“.
O levantamento analisou 27 partes do corpo humano – 18 delas na pele. Os cientistas, no entanto, ainda desconhecem por que existem tanta variedade de bactéria. A análise biogeográfica, que permitiu a identificação das colônias bacterianas, foi feita com novas técnicas de sequenciamento genético. Nove voluntários tiveram amostras colhidas por três meses, sempre pouco depois do banho.
Os cientistas mapearam que os locais com maior variação de comunidades bacterianas são o cabelo, a narina, o ouvido, a flora intestinal, o antebraço, a palma da mão, partes de trás do joelho e sola do pé. Já a testa, a narina, o ouvido e o cabelo são locais dominados pela mesma comunidade. Tronco e pernas são locais dominados por outra comunidade em comum. A boca, porém, é o local com menor variação de espécies de micro-organismos. os cientistas disseram que na luta para garantir um lugar na parte de trás do joelho ou na flora intestinal, por exemplo, vale até liberar toxinas que destroem as comunidades rivais.
As 10 anomalias médicas mais bizarras.
10. DISPROSÓPIA
Também conhecida como duplicação craniofacial é um distúrbio raro no qual o rosto da mesma pessoa é duplicado na sua cabeça. Não se trata de nenhum tipo de gemelaridade como “fetus in fetu” mais abaixo. A condição é causada por uma proteína responsável por determinar as características do rosto e seu excesso leva a um segundo rosto espelhado. Falta da proteína leva a características faciais pouco desenvolvidas. Normalmente este tipo de anomalia sequer permite que a criança nasça com vida, mas Lali Singh, nascida em 2008, sobreviveu por dois meses antes de sofrer uma parada cardíaca.
9. FŒTUS IN FŒTU
A foto acima é de Sanju Bhagat um indiano de 36 anos que parece grávido e, em efeito, está, de seu próprio irmão gêmeo. Nós já cobrimos este tipo de anomalia aqui, em um caso em que partes malformadas de um feto foram retiradas cirurgicamente do interior cérebro de um bebê.
Fetus is fetu é um distúrbio extremamente raro que é diagnosticado normalmente quando o ‘hospedeiro’ começa a aparentar problemas de saúde pelo alojamento do irmão ou irmã sem vida em seu corpo.
8. SÍNDROME DE PROTEUS
Joseph Merrick, ‘o Homem Elefante’ é provavelmente o caso mais famoso desta síndrome. A doença causa crescimento ósseo e de pele excessivos com incidência freqüente de tumores. Apenas 200 casos foram confirmados pelo mundo desde que a doença foi oficialmente descoberta em 1979. Quem sofre desta doença tem função e capacidade mental normal.
7. SÍNDROME DE MÖBIUS
É uma doença rara em que os músculos faciais ficam paralisados. Na maioria dos casos os olhos também não conseguem se mover de um lado para o outro. O rosto congela de maneira que quem sofre deste distúrbio não tem expressões faciais, o que faz parecer que a pessoa seja apática ou sofra de retardo mental. Mas a realidade é que o desenvolvimento mental é completamente normal. As causas ainda não são bem compreendidas e não existe tratamento que leve a uma cura.
6. PROGÉRIA
A Progéria (http://biobizarro.blogspot.com/2011/07/progeria.html) tem origem em um único e pequeno defeito no código genético do bebê, mas leva a efeitos terríveis para a vida da criança que geralmente não chega aos 13 anos de idade. Desde os seus primeiros dias seus corpos super-aceleram o processo de envelhecimento por causa de um defeito nas pontas dos Cromossomos (telômeros) que prendem as fitas de DNA unidas no núcleo das células. Eles sofrem sintomas que incluem calvície, doença cardíaca, osteoporose e artrite. A doença é muito rara afetando apenas um em cada oito milhões de nascimentos.
5. PORFIRIA CUTÂNEA
A porfiria cutânea é uma doença que causa bolhas, excesso de pelos, inchaço e necrose da pele. Pode levar a dentes e unhas avermelhados e depois da exposição à luz solar a urina fica azul, rosa, marrom ou preta. Hoje se pensa que a doença está ligada a muitas lendas de vampiros e lobisomens onde o sofredor era obrigado a viver longe da sociedade por ser confundido com um monstro.
A doença é parte de um grupo de distúrbios conhecidos como porfirias que levam a problemas mentais e físicos devido à superprodução de certas enzimas pelo corpo. O nome da doença vem do grego “porphura” que significa “pigmento roxo”.
4. ELEFANTÍASE
A elefantíase é o esticamento da pele causado pela superpopulação de parasitas que podem nos contaminar através de picadas de mosquito. Não é incomum na África. Uma doença um pouco diferente é causada através do simples contato da sola do pé com solo contaminado. Em partes da Etiópia cerca de 6% da população sofre do problema e é uma das doenças mais comuns que tornam as pessoas inválidas no mundo. Existem vários esforços para erradicar a doença que se espera que desapareça até 2020.
3. FIBRODISPLASIA OSSIFICANTE PROGRESSIVA (FOP)
FOP é uma doença muito rara que faz com que partes do corpo como os músculos, tensões e ligamentos se transformem em ossos quando são danificados. Isso faz comumente que as articulações se fundam evitando o movimento. A remoção da ossificação é ineficaz, pois volta a crescer novamente similar a um processo de cicatrização. A doença é tão rara que normalmente é erroneamente diagnosticada como um possível câncer, levando os médicos a realizarem biópsias, o que aumenta o crescimento dos calos ósseos. Não existe cura.
O caso mais famoso é o de Harry Eastlack que teve o seu corpo tão ossificado que ao final da vida movia apenas os lábios. Seu esqueleto está exposto no Museu Mütter, nos EUA.
2. EPIDERMODISPLASIA VERRUCIFORME
Também conhecida como doença do ‘homem-árvore’, EV é uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele que nunca param de crescer. Ela costuma se manifestar entre um e 20 anos de idade e afeta normalmente as mãos e os pés. O único tratamento conhecido é a remoção cirúrgica das verrugas que voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias freqüentes.
Em 2007, Dede, da Indonésia, teve quase seis quilos de verrugas removidas e hoje necessita novamente de cirurgia para poder utilizar novamente as próprias mãos.
1. DUPLICAÇÃO PENIANA
A difalia, também conhecida como Duplicação peniana é uma condição em que o homem nasce com dois pênis onde apenas um ou ambos membros podem ser totalmente funcionais. É uma condição rara com apenas mil casos registrados. Nos EUA, um em cada 5,5 milhões de homens tem dois pênis.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
BIÓLOGA PORTUGUESA DESCOBRE INSECTO SEM ASAS E SEM OLHOS.
A bióloga Sofia Reboleira é responsável pela descoberta de uma
nova espécie de insecto,
sem olhos e sem asas, em grutas do Algarve, segundo noticias avançadas pelo Diário Correio da manhã.
Esta cientista portuguesa já tinha sido responsável pela descoberta de três escaravelhos das cavernas e um pseudo-escorpião de espécies desconhecidas. Todas as descobertas aconteceram todas em grutas, ao que não é alheio o facto de Sofia ser também espeleóloga.
"Esta descoberta acrescenta uma nova ordem à fauna cavernícola portuguesa, uma vez que não se conhecia qualquer dipluro [insecto] exclusivamente cavernícola em Portugal", explica a bióloga.
A nova espécie foi encontrada no âmbito do doutoramento da bióloga, orientado por Fernando Gonçalves, do departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, e Pedro Oromí, da Faculdade de Biologia da Universidade de La Laguna, em Tenerife.
O insecto – descrito em revistas científicas com o especialista espanhol Alberto Sendra – chama-se Litocampa mendesi, mede pouco mais de três milímetros e deverá existir há milhões de anos, sendo "evolutivamente um percursor dos insectos actuais", diz Sofia Reboleira, de 29 anos, natural das Caldas da Rainha.
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