sábado, 16 de julho de 2011

Cor dos olhos e Heterocromia

     A cor dos olhos é uma característica poligênica e é determinada pelo tipo e quantidade de pigmentos na íris do olho.  Os humanos e os animais têm muitas variações fenotípicas na cor dos olhos. Nos olhos humanos, essas variações de cores são atribuída a diversos rácios de eumelanina produzido por melanócitos na íris.  O colorido brilhante dos olhos de muitas espécies de aves estão em grande parte determinados por outros pigmentos, como pteridinas, purinas, e carotenóides.




      Três elementos principais dentro da íris contribuir para a sua cor: a melanina do epitélio pigmentar da íris, a melanina dentro do estroma da íris e a densidade celular do estroma da íris. Nos olhos de todas as cores, o epitélio pigmentar da íris contém o pigmento preto, chamado de eumelanina. As variações de cor entre os diferentes tipos de íris são normalmente atribuídos à melanina que existe dentro do estroma da íris. A densidade de células dentro do estroma afeta quanto de luz é absorvida pelo pigmento subjacentes do epitélio.


Azul

     Olhos azuis são mais comuns no Europa Central e do Norte e, em menor grau no Sul da Europa e também na América do Norte, eles também são encontrados em parte da África do Norte, Ásia Ocidental e Sul da Ásia, em especial as regiões setentrionais. São encontrados principalmente em pessoas de origem norte-européia, centro-européia, norte do leste europeu e países bálticos. Sul-asiáticos também podem ter olhos azuis, mas é muito raro. Os Países Nórdicos têm o maior percentual de pessoas com olhos azuis. Vários bebês com olhos claros têm olhos azuis, porém seus olhos escurecem conforme os anos (devido ao aumento da produção de melanina pelo corpo), ou mudam de cor.
Olhos azuis podem se tornar castanhos pela medicação a longo prazo de Latanoprost (também conhecido como Xalatan), que, como efeito colateral, causa o escurecimento da cor dos olhos.


Castanho

     A grande maioria da população mundial têm olhos escuros, variando desde castanho claro até pretos. Olhos castanhos claros estão presentes em muitas pessoas, mas numa menor extensão. Olhos marrons muito claros são mais comuns em pessoas com a pele mais morena, como descendentes de árabes. A maior parte dos habitantes da África, Ásia, e das Américas têm olhos castanhos. Olhos castanhos também são encontrados na Europa, Oceania e América do Norte. Olhos castanhos também podem ser obtidos pela medicação à longo prazo de Latanoprost (também conhecido como Xalatan), que, como efeito colateral, causa o escurecimento da cor dos olhos. Olhos castanhos sempre foram considerados dominantes entre os genes, mas estudos recentes mostram que nem sempre isso é verdade.
Pessoas com olhos marrons muito escuros podem parecer ter olhos pretos em ausência de luz forte, ou até mesmo à exposição de luz. Isso é muito comum em pessoas de origem Africana, Asiática, nativos americanos e em descendentes de povos árabes. Porém não existem olhos com a íris absolutamente preta. Mas uma íris preta/castanho muito escuro não determina a raça ou etnia. Pode existir uma pessoa com a pele extremamente branca com olhos escuríssimos.

                                                                     castanho claro
                                                                     castanho escuro    


Cinza

     Olhos cinzas são uma variação dos olhos azuis (sempre mais claros, possuindo menos melanina). Há uma grande variedade de sombras cinzas, do quase branco (cinza claro) ao escuro. Como também visto noutras cores, olhos cinzas também parecem mudar de cor dependendo das cores que o cercam. Visualmente, eles aparentam variar de cor entre os tons de azul, verde e cinza, dependendo da iluminação e das cores do ambiente. Eles são mais comuns na Rússia européia, em países Bálticos e na Finlândia.



Verde

     É a cor mais rara de olhos, apenas cerca de 1-2% da população mundial possui olhos verdes. Olhos verdes são mais freqüentemente encontrados em pessoas de origem Celta, Germânica, e Eslava. Húngaros têm o maior percentual de olhos verdes entre todas as populações, cerca de 20%. Olhos verdes também são encontrados, apesar de que em proporções baixas, em populações do Oriente Médio ao centro e sul da Ásia. E eles são tão comuns entre os Pashtuns que no Paquistão, Pashtuns são freqüentemente chamados "Hare Ankheian Vaale": o povo dos olhos verdes.
Os olhos verdes possuem menos melanina que os castanhos, mas mais que os azuis e cinzas.



Vermelho

     Os olhos das pessoas com formas graves de albinismo pode aparecer vermelho sob certas condições de iluminação devido às quantidades extremamente baixas de melanina, permitindo que os vasos sanguíneos penetrem completamente na íris. Além disso, a fotografia com flash pode, às vezes causa um "efeito de olhos vermelhos", em que a luz brilhante do flash reflete na parte de trás do globo ocular, que é abundante vascular, fazendo com que a íris apareça vermelha na foto.



Violeta

     Olhos de cor violeta são extremamente raros, e são uma variação dos olhos azuis. Crê-se que são causados por tão pouca pigmentação nos olhos que os vasos sangüíneos vermelhos o permeiam, causando uma coloração violeta da íris. A atriz Elizabeth Taylor era um bom exemplo deste tipo de olhos.










Heterocromia


     Heterocromia (ou heterocromia ocular) é uma anomalia genética na qual o indivíduo possui um olho de cada cor. Quando ocorre em gatos domésticos, estes recebem a denominação de Gato de olho ímpar. Isso se deve a uma alteração no gene EYCL3 no cromossomo 15, que indica a quantidade de melanina que o olho apresentará - muita melanina gera a cor marrom, pouca a azul. Já o gene EYCL1, que indica a quantidade de pigmentos de gordura, é responsável pela nuance de tom, azul ou verde.






Apesar de haver o componente genético envolvido, outros fatores podem concorrer para a heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e provoca essa alteração. O mais comum é que ocorra através de lesões ou derrames que causem a modificação da quantidade de melanina na retina.
Muito rara em humanos, pode ocorrer mais comumente em animais domésticos e selvagens. Apesar de não haver tratamento específico para a anomalia, pode-se usar lentes de contato para igualar as cores.Tim McIlrath, vocalista e guitarrista da banda Rise Against possui um olho de cada cor assim como o músico e ator britânico David Bowie que adquiriu em função de uma briga na adolescência que lhe tirou parcialmente a visão e a percepção das cores de um dos olhos.

 

sábado, 9 de julho de 2011

Moluscos - origens da vida - o jogo da sobrevivência.


Origens da vida é uma serie de documentários que trata sobre os seres vivos....
                              veremos aqui coisas incrivéis sobre esses animais, o mundo dos Moluscos.


Parte: 1



Parte:2
 



Parte:3


 
Parte:4



 Parte:5



 Parte:6

terça-feira, 5 de julho de 2011

Animais extintos

     Durante a história do nosso planeta várias espécies surgiram e desapareceram. A lista abaixo apresenta um conjunto de animais que foram extintos, em contato com o homem. Muitas espécies desapareceram em função de ações humanas, como, por exemplo, caça predatória, destruição de matas e florestas, poluição, urbanização sem planejamento, etc.

Nome do Animal – Época da Extinção – Local onde foi visto pela última vez

Águia de Haast – século XVI – Nova Zelândia

A águia-de-haast era uma ave de rapina diurna nativa da ilha do sul da Nova Zelândia. A extinção desta espécie está relacionada com a chegada dos primeiros seres humanos à Nova Zelândia há cerca de 1000 anos.


Auroque – século XVII – Polônia


O auroque , tratava-se de um boi de grandes dimensões e comportamento indócil. Seu habitat, em épocas pré-históricas, se estendia de Portugal à Coréia e da Sibéria à Índia. Este animal teria sido caçado pelos homens no sul e centro da Europa desde a pré-história, como relatam as pinturas rupestres encontradas nestes locais.


Pássaro Dodo – 1693 – Ilhas Maurício


Também chamado dronte , era uma ave não-voadora com cerca de um metro de altura que vivia nas ilhas Maurícias, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste da África, perto de Madagascar.O Dodô não tinha medo das pessoas, o que, combinado com o fato de não voar, fez dele uma presa fácil para os humanos.



Dugongo de Steller – 1768 – Alasca



O dugongo-de-steller foi um mamífero marinho da ordem Sirenia que se extinguiu no final do século XVIII.A extinção do dugongo-de-steller está claramente associada à chegada ao mar de Bering de pescadores e colonos ocidentais.



Leão do Cabo – 1865 – África do Sul

O leão-do-cabo foi uma das subespécies de leão africano. A partir de meados do século XVII, chegaram os primeiros colonos na África do Sul, vindo de países como Holanda, França, Alemanha, Escócia e Dinamarca. Nesta época os leões atacavam praticamente qualquer coisa, fosse uma zebra, um antílope ou mesmo uma foca descansando na praia. Junto com os colonizadores vieram os animais domésticos, que, em relação a suas presas tradicionais, eram mais fáceis de serem abatidas.



Palanca azul – século XIX – África


O antílope-azul ou palanca-azul viveu no sul da África e foi extinto no século XIX. A sua extinção deveu-se á caça pela sua pele e pela sua carne, movida pelos colonos europeus nomeadamente britânicos e holandeses.



Pato do Labrador – século XX – Canadá


O pato-do-labrador é uma espécie de pato, extinta em 1878 na costa Leste da América do Norte. Foi a primeira espécie de aves a extinguir-se neste continente desde a colonização europeia. O pato-do-labrador tinha uma plumagem em tons de branco e negro, com uma coleira preta característica em torno do pescoço. Foi caçado em grandes números pela sua carne saborosa, mas que apodrecia com rapidez, e os seus ninhos pilhados pelos ovos. O desaparecimento deve-se à caça, mas também provavelmente ao declínio das populações de moluscos de que se alimentava e a degradação do seu habitat.



Tarpan – século XIX – Polônia


O Tarpan foi um cavalo selvagem que habitou a Eurásia. O último espécime morreu em 1909, em um zoológico de Moscou.



Urso do Atlas – 1844 – Norte da África




O urso-do-atlas era uma subespécie do urso-pardo, mas há quem também os considere espécies distintas. Este urso era nativo do norte de África. Habitava as Montanhas do Atlas, desde Marrocos até à Líbia, mas agora pensa-se estar extinto. Milhares destes ursos foram caçados pelos romanos, para eles lutarem com os seus gladiadores nas arenas. O último espécime vivo foi provavelmente morto por caçadores por volta de 1870 no norte do Marrocos.





Tigre de Bali – 1937 – Ilha de Bali






O tigre-de-bali é uma sub-espécie extinta de tigre. Este animal estava limitado à ilha de Bali, na Indonésia e desapareceu devido a caça intensiva. O último exemplar de tigre-de-bali deve ter sido morto em Sumbar Kima, oeste de Bali em 27 de setembro de 1937, e era uma fêmea adulta. Nenhum tigre balinês era mantido em cativeiro. De todas as subespécies era a menor, pesando apenas cerca de 100 kg, ou seja menos da metade dos tigres-siberianos.




Ibex dos Pirineus – 2000 – norte da Espanha e sul da França.




O Íbex-dos-pirenéus era uma espécie de ibex, uma das duas subespécies extintas de ibex ibérico. A subespécie era antes encontrada nos Pirenéus em França e Espanha e em regiões ao redor, incluindo o País Basco, Navarra, e norte da Catalunha. Há poucas centenas de anos eram numerosos, mas por volta de 1900 o seu número estava reduzido a menos de 100 exemplares.








Avestruz Árabe – 1942 – Oriente Médio



 A avestruz-árabe é uma subespécie extinta de avestruz, que vivia no Médio Oriente. A espécie foi declarada extinta em 1966. A espécie era bem conhecida dos povos da região desde a antiguidade e foi descrita com pormenor em tratados de naturalistas árabes da Idade Média. A avestruz-árabe era uma espécie cinegética, caçada apenas por nobres pela sua carne, couro e penas que eram objecto de trocas comerciais com a China. A ave é mencionada nas referências da época deste país como ave camelo.

sábado, 2 de julho de 2011

Rosalia Lombardo


                             A menina mumia...




     Essa foto é de uma criança de 2 anos de idade que morreu de pneumonia, tirada em 2007. Até aí nada de especial se não fosse que ela morreu em 1920.
 Mas seu corpo, ao ser descoberto nas Catacumbas Capuchinhas de Palermo estava intacto, como uma boneca.

O pai de Rosalia, consternado com a morte da filha, chamou o mais famoso embalsamador da época, o Dr. Alfredo Salafia, para cuidar para que o corpo da menina fosse preparado.
Graças às técnicas até então misteriosas de mumificação do Dr. Salafia, Rosalia permanece intacta até hoje, tanto que a menina, ao ser descoberta recentemente pelos locais moradores da cidade, era tida como uma boneca de porcelana que havia sido colocada lá, talvez a pedido de alguma família, para simbolizar a morte de Rosalia.
Mas descobriu-se que aquela “boneca”, era na verdade o próprio corpo. Isso porque, em uma catacumba cheia de cadáveres decompostos, aquela pequena menina era a única intacta.
A fórmula para mumificação do Dr. Salafia permaneceu um mistério, até que pesquisadores a descobriram nas suas anotações pessoais, em poder da família: um composto de formol para matar as bactérias, álcool para desidratar o corpo, glicerina para evitar que ressecasse, ácido salicílico para matar os fungos, e o mais importante de todos, sais de zinco para dar ao corpo rigidêz.

Exames de raio-X e ultrassonografias revelam que além da aparência externa, todos os órgão internos permanecem intactos. Descobriu-se depois que o Dr. Salafia havia viajado ao Egito para aprender técnicas de mumificação, estudando as tumbas faraônicas e realizando pesquisas com médicos locais.

O corpo de Rosalia está hoje em exposição em uma pequena capela ao fim do trajeto turístico da catacumba descoberta, e permanece em seu pequeno caixão com uma tampa de vidro, em um pedestal de mármore.

 mumias da catatumba de Palermo.


     Até recentemente era um mistério o porque de Rosalia Lombardo não entrar em decomposição como os demais corpos das catacumbas vizinhas. A menina permanece do mesmo modo que foi armazenada num caixão com tampa de vidro desde o dia de sua morte. Por muitos e muitos anos, a fórmula de preservação usada para manter o corpo da menina permaneceu um mistério.



     Só recentemente uma equipe de especialistas da National Geographic Magazine teve acesso ao corpo e usando métodos científicos conseguiu determinar a formulação desenvolvida por Alfredo Salafia, um taxidermista que preparou o corpo da menina para que nunca perdesse sua beleza.
Descobriu-se que o preparador do corpo havia injetado na menina uma mistura de formol, sais de zinco, álcool e acredite se quiser: ASPIRINA, além de glicerina.
Aparentemente foram os sais de zinco que a mantiveram bem preservada, e adicionalmente petrificaram seu corpo como uma estátua de carne e ossos.