sábado, 13 de agosto de 2011

O corpo humano durante o frio.

um dia de frio


     O organismo humano é homeotérmico, ou seja, mantém a temperatura do seu corpo regulada em aproximadamente 36,1ºC. Quando a temperatura do meio externo cai, o organismo começa a perder calor e aciona os horripiladores que são pequenos músculos localizados na raiz dos pelos do corpo. Estes, também conhecidos como arrepios, produzem tremores para gerar calor a partir da queima de carboidratos, gorduras e calorias. Os horripiladores também funcionam como isolantes térmicos, não permitem que o ar frio ultrapasse a barreira da pele e atinja o organismo.
    
    Algumas alterações no funcionamento do metabolismo também ocorrem para que não haja perda de calor.
A pele passa a receber menor quantidade de sangue nos seus vasos mais externos a fim de concentrar maior quantidade de sangue no interior do organismo e assim produzir mais calor.
   
    A respiração é afetada, pois suas reações químicas perdem força e ficam mais lentas, levando menos oxigenação para os músculos, o que leva os mesmos a usarem o glicogênio que neles permanecem armazenados. O glicogênio ao ser utilizado produz ácido láctico e este somente é eliminado em determinadas quantidades que ultrapassadas causam respiração ofegante e cansaço.

     O aparelho urinário passa a trabalhar mais, pois como no frio não se elimina líquido pelo suor, estes passam a ser eliminados pela urina.

     Os vasos sanguíneos localizados no couro cabeludo se contraem mais do que os vasos internos e essa contração diminui a passagem do sangue nesses vasos, causando dores de cabeça.
     O apetite aumenta, pois o organismo necessita de gordura, carboidratos e calorias para gerar energia.
     O coração sofre queda na frequência cardíaca e aumento da pressão sanguínea.

A Doença mais Antiga do Mundo -

    
paciente com hanseníase


     Atualmente, médicos e especialistas têm conhecimento acerca de inúmeras doenças, de todas elas a mais antiga é a hanseníase. Os primeiros registros dessa doença datam de 1350 a.C.. Apesar de ser muito antiga, o tratamento eficaz da doença só foi descoberto no começo dos anos 80, com o desenvolvimento da poliquimioterapia.
     A hanseníase é provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como Hansen, ela agride principalmente os nervos e a pele, podendo, em estágios mais graves, resultar em deformações. A lepra, como era conhecida, consome, resseca, agride e penetra na pele, deforma nervos, músculos e ossos.
     No início ela provoca uma dor quase insuportável que logo passa e é substituída pela perda da sensibilidade e dos movimentos. O nome foi alterado por causa do preconceito com o qual os portadores da doença eram tratados, no Brasil a lepra passou a ser conhecida como hanseníase.
Em números absolutos de hanseníase, o Brasil é o segundo país no ranking, perdendo somente para a Índia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caranguejo Gigante

O maior artrópode conhecido



 


A mais de trezentos metros de profundidade do oceano vive o Macrocheira kaempferi, também conhecido como Caranguejo-aranha-gigante ou crabzilla (a mistura de crab – caranguejo em inglês – e zilla do tradicional monstro japonês godzilla). É encontrado no mar do Pacífico, principalmente na costa do Japão.

Acredita-se que, quando totalmente crescido e esticado de pata a pata, este animal possa chegar a quatro metros de comprimento. O maior espécime capturado até agora media pouco mais de três e pesava quase 20 kg.

Com dez patas, quatro a mais que a maior parte dos caranguejos, este animal é um predador perigoso debaixo d’água. Mas, em terra, é incapaz de aguentar o peso de seus próprios membros. Acredita-se que o Crabzilla possa viver cerca de 100 anos.

Esta espécie ainda é bastante misteriosa e sabe-se pouco sobre sua, dieta, hábitos, e quantidade de indivíduos. Para ver este animal ao vivo, seria necessário viajar até a França (centro de vida marinha Sea Life), Japão (Aquário Kaiyukan) ou Portugal (Oceanário de Lisboa).